Friday, June 16, 2006

Persuasão associada a problemas sociais

As propagandas geralmente se dividem em informativas, quando passam informações mais puras e claras, de lembrança (recall) que servem para suporte e fixação de marca e as mais comuns que são as de caráter persuasivo englobando as de preferência de marca. Este estilo é o mais crescente e utilizado, pois existe hoje um alto nível de competitividade entre as organizações, tendo em vista o grande número e marcas de produtos para suprir a mesma necessidade, ou até mesmo usos supérfluos. O caráter persuasivo das propagandas também pode ser utilizado de uma forma benéfica para a sociedade em prol de temas sociais relevantes, simulando uma relação de proximidade entre o problema social e o público alvo, afastando assim a sensação de linguagem autoritária. Um bom exemplo dessa temática é a recente campanha para encontrar pessoas desaparecidas: “Volta, vem viver outra vez ao meu lado”, feita com o apoio da Polícia Civil, do Movimento Minas Solidária e do Serviço Voluntário de Assistência Social (Servas). Esta campanha tem por objetivo solucionar 70% dos casos e se tornar a mais efetiva ação para encontrar desaparecidos. Para isso seu planejamento foi todo voltado para obter resposta favorável do público. Foram utilizados mecanismos que fazem do vídeo e materiais de divulgação bastante sentimentais, como a música escolhida para slogan da campanha. E é através dela que eles buscam a diferenciação, pois só textos e pedidos de ajuda, não comovem e não transformam nada efetivamente nas pessoas, é preciso algo mais para ativar a mudança de comportamento. No caso da venda de um produto, depois que a pessoa compra ela se beneficia dele; a propaganda neste caso age para induzir o desejo de possuir para se satisfazer. No caso da campanha citada acima, é mais difícil encontrar mecanismos, pois a sociedade está completamente voltada para o ganho de vantagens e com tantos problemas no país e até mesmo individuais que as pessoas não têm nem tempo de pensar no próximo e muito menos em ajudar, pois a primeira vista não se ganha nada com isso, só se perde tempo. Até o momento a campanha tem conseguido resultados rápidos e favoráveis, porque soube utilizar mecanismos de persuasão adequados ao segmento, como a utilização de imagens associadas à música, que conseguem motivar mudança de comportamento e envolvimento das pessoas na causa social focada. Dessa forma a propaganda consegue chegar também a um dos princípios da publicidade que é atingir a muitos individualmente.

http://www.desaparecidos.mg.gov.br

Thursday, June 15, 2006

Política e Comunicação

Na disputa política atual, o que vemos não é exatamente um confronto de ideologias partidárias, uma sobreposição de idéias por parte dos políticos como realmente deveria ser. A partir dos anos 60 a comunicação deixou de vista apenas como um meio e passou a interagir junto ás esferas políticas, transformando se em indústria e fazendo com que a imagem sobreponha o verbal. Com essa abrangência no papel da comunicação, os políticos tornaram-se “atores” numa disputa que agora é pela produção e controle de uma imagem pública favorável. Dessa forma a opinião pública é levada sobre planejamento estratégico prévio, sendo produzida profissionalmente através de formadores de opinião. Com isso a política perde sua autenticidade, pois tudo passa a ser planejado e as ações acontecem mediante orientações prévias. Hoje, qualquer um pode ser eleito mesmo que não tenha carisma ou aptidão política. Basta ter uma boa campanha, sustentada por uma imagem convincente, pois a atividade de discutir conceitos e programas políticos perde força para a imagem. É nesse sentido que as propagandas políticas estão sendo trabalhadas. Todo seu contexto e características de produção visam persuadir o eleitor. Linguagem, local de produção, foco em algum assunto social, posicionamento político, horário transmitido; são algumas características que garantem a persuasão das propagandas políticas. Com essa transformação na forma de divulgar a política, o próprio candidato corre risco diante dos meios de comunicação, pois ele precisa agir da forma como está condicionada sua imagem pública e qualquer deslize pode prejudicar a opinião pública.
Exemplo de uma forma inovadora de fazer propaganda política é a utilização de uma ferramenta bastante abrangente: o orkut, como mostra essa comunidade de apoio a candidatura de Geraldo Alckmin.
http://www.orkut.com/Community.aspx?cmm=316707

Saturday, May 27, 2006

ÉTICA X PUBLICIDADE

A propaganda, além de apresentar um produto, existe porque as empresas precisam convencer o consumidor de que o item vendido por elas é melhor do que o da concorrência. Em um mercado extremamente competitivo, os publicitários têm de lançar mão de técnicas cada vez mais criativas e inovadoras para cumprir sua missão. E diante disso, a questão é analisar se os publicitários tratam com respeito e clareza de informações os consumidores.
Já existem normas éticas que dizem que é expressamente proibido o uso de palavras de baixo calão, a exposição de crianças, a ofensa a classes específicas (mulheres, homossexuais, negros, etc.), a propaganda enganosa, a apologia às drogas e, claro, a guerra entre concorrentes que deixa em segundo plano o consumidor. Um bom exemplo sobre isso é o caso envolvendo o cantor Zeca Pagodinho e as marcas de cerveja Schincariol e Brahma (AmBev), que começou no dia 12 de março passado, quando foi ao ar o comercial da Brahma protagonizado pelo pagodeiro, então garoto-propaganda da Nova Schin. No refrão da música cantada no filme da Brahma, Zeca ironiza sua 'passagem' pela Nova Schin: "fui provar outro sabor, eu sei. Mas não largo meu amor, voltei".
A guerra entre as empresas, a troca de ofensas e a postura polêmica de uma figura pública fizeram com que o público discutisse até que ponto a criatividade publicitária pode ir sem ofender ao telespectador. Os aspectos quanto á esse episódio, são proibidos por se tratarem de propaganda comparativa, o que se torna ao ponto de vista do consumidor uma guerra particular entre as empresas. Propagandas como essa, por fim acabam se dando mal, pois na mídia tudo é constituído de imagem que de uma forma ou de outra precisa estar equilibrada. Neste caso específico a imagem do cantor tanto quanto da agência ficaram extremamente prejudicadas.

Matérias sobre essa propaganda podemos encontrar no Portal da Propaganda: http://www.portaldapropaganda.com/comunicacao/2004/03/0015

Maquininhas de Consumo


Os adolescentes acabam sendo os mais influenciados pelas publicidades persuasivas. Um estudo realizado com garotas e rapazes de nove países mostrou que no Brasil sete em cada dez jovens afirmam gostar de fazer compras. O resultado da pesquisa, que tomou como base um trabalho da ONU foi significativo: os brasileiros ficaram em primeiríssimo lugar no ranking desse quesito, deixando para trás franceses, japoneses, argentinos, australianos, italianos, indianos, americanos e mexicanos.
A lista de vantagens dos adolescentes sobre outros públicos é de tirar o fôlego: eles vão mais vezes ao cinema, festas, viajam com maior freqüência, compram mais tênis, gostam mais de roupas de grife – mais caras que as similares sem marca famosa – consomem mais produtos diet, têm mais computadores, assistem a mais DVDs e vídeos. Não é à toa que a falência antes do fim do mês é maior entre os jovens: invariavelmente atinge quase a metade deles, que estoura a mesada ou o salário. E pensando nesse poder de consumo dos jovens há em curso uma corrida para conquistar o coração dessa rapaziada (e o bolso dos pais). As grandes marcas desenvolvem estratégias milionárias para tornar esse público fiel desde já. A maior parte do que se produz no mercado publicitário, que movimenta 13 bilhões de reais por ano, tem como alvo a parcela de 28 milhões de brasileiros com idade entre 15 e 22 anos que não só consomem tudo o que encontram pela frente, mas também influenciam nas compras da família.

Wednesday, May 24, 2006

Quando o "normal" faz mais sucesso


Uma grande marca de cosméticos está inovando no meio publicitário deixando de lado as mulheres estereotipadas e mostrando para todo Brasil que o sucesso não depende de mostrar mulheres bonitas e famosas na TV. O Dove veiculou na mídia uma campanha chamada Campanha Pela Real Beleza em que as protagonistas dos comerciais são mulheres comuns, gordas, magras, brancas, negras, altas, baixas, com gordurinhas, cicatrizes, enfim, tudo aquilo que toda mulher normal pode ter. "Por muito tempo a beleza foi definida por estereótipos limitados e sufocantes. Mas as mulheres perceberam que é tempo de mudar isto. Dove concorda. Nós acreditamos que a Real Beleza vem em diversas formas, tamanhos e idades. Por isso, Dove está lançando a campanha."
O método de utilizar mulheres lindas e ditas perfeitas em campanhas publicitárias, não se pode negar, ainda funciona. Mas o que chama a atenção nessa campanha é a responsabilidade social. Ela trata do amor-próprio feminino, uma vez que as mulheres que não se enquadram nos padrões ditados pela mídia de cabelos lisos, corpos perfeitos e rosto de menina, se sentem excluídas, feias. A campanha foi de tal importância e responsabilidade social que criou um site em que tem explicações e dados da campanha e ainda apresenta um canal de debates, estudos e enquetes sobre a real beleza. Dove quis mostrar que o belo pode vir em todas as formas e tamanhos, provando que não são só as modelos que são bonitas. Colocou gente de verdade para estampar sua campanha e invadiu as ruas com mulheres reais. Com isso a marca atingiu 700% de crescimento em vendas. Com isso, podemos concluir que veicular a inovação e a realidade pode trazer mais sucesso do que utilizar métodos já conhecidos.

OS OBJETIVOS DAS PROPAGANDAS PUBLICITÁRIAS

As teorias e técnicas da publicidade têm por objetivo o desenvolvimento de estratégias de comunicação institucional e mercadológica para diversas organizações, visando informar, formar imagem positiva, mudar opiniões, atitudes e comportamentos, gerar aceitações, criar demanda, lançar, promover e aumentar a participação de mercado.
Para que a comunicação seja eficiente é preciso criatividade para transmissão da mensagem e repetição para a fixação da mensagem.
Estes conceitos, acima citados, mostram que a propaganda publicitária não tem por objetivo apenas o lucro para sua organização. Obviamente que a publicidade, assim como qualquer outro setor de comunicação, trabalha dentro dos seus conceitos para ajudar a gerar lucro. Porém o resultado financeiro não é o único feedback esperado pela publicidade. Ela trabalha visando conceitos, valores e idéias de acordo com suas estratégias, seu público e seu produto.
A nova publicidade preocupa-se não apenas com a criação, mas também em se envolver com todo o processo de comunicação que ela precisará. Processo este que exige uma ampliação de ambições além do lucro. Todo o processo de comunicação inclusive a criação, se envolver em conceitos e valores, para que com este haja uma função criativa na propaganda, assim sendo, a propaganda terá seu diferencial e será bem melhor aceita.

Tuesday, May 23, 2006

Consumismo e Persuasão


Na atualidade ouvimos falar muito de consumismo, cada vez mais pessoas são pegas por esse mal da sociedade moderna. O consumismo é uma coisa natural, desde que o mundo é mundo o problema é quando isso foge do controle e a pessoa começa a comprar mais do que ela pode pagar. É assim que uma pessoa pode se transformar em consumidor compulsivo, a partir do momento que ela começa a colocar “o consumir ” a frente do que ela é de verdade.
A mídia também tem grande culpa pelo enorme aumento de consumidores compulsivos, pois utiliza da fragilidade humana mostrando os produtos e lançamentos como se fossem bens essenciais para a sobrevivência dos indivíduos, e na maioria das vezes o que está se vendendo são coisas de importância secundária. A mídia ainda faz o espectador acreditar que ele só será feliz se tiver aquele produto que está sendo mostrado ali, eles querem passar a idéia de que as pessoas só vão chegar ao bem estar completo se estiverem comprando.
A persuasão é uma tática utilizada pelos emissores, para aumentar o consumo, de determinado produto. Quanto maior o poder de persuasão de um anúncio, maior será o consumo do produto anunciado.

Sunday, May 21, 2006

NA HORA DO INTERVALO!!!


O consumidor atual não busca adquirir somente o que realmente precisa. A maioria de suas compras é supérflua, afinal estamos em um tempo que vai ser demarcado pela sociedade de consumo. As pessoas agem mais pelo emocional do que pelo racional, e condicionam assim uma mentalidade de crédito jamais vivida, onde fazem das compras uma espécie de mecanismo de fuga, buscando encontrar no produto a recompensa dos esforços desprendidos na conquista de seus trabalhos ou de seus talentos. Para acompanhar essa tendência as propagandas estão cada vez mais interessantes e estratégicas, utilizando de mecanismos para tentar influenciar o receptor sem que ele perceba essa intenção, podendo ser influenciadora de opiniões, como as propagandas políticas, ou de atitudes como a propaganda comercial ou a publicidade. Para isso ela precisa usar de persuasão, ser intencional para induzir o receptor à ação.
O que vemos hoje são anúncios super loucos e modernos, o rosto do mais novo queridinho da tv, emoção enlatada, cores, ritmos, animações, criações de ambientes... vale tudo para convencer o telespectador NA HORA DO INTERVALO. O publicitário só vai atingir seu objetivo se o consumidor, ao assistir um comercial, sentir-se insatisfeito por não ter o produto anunciado e efetivamente compra-lo. Algumas propagandas são tão marcantes, que ninguém se esquece de “slogans” dos tipos:

Compre Batom, seu filho merece Batom...
Me dá, me dá, me dá, me dá danoninho...
Bombril tem 1001 utilidades...
Eu não sou assim uma Brastemp...
Tem coisas que só o Mastercard faz por você...
Leite condensado caramelizado coberto com flocos crocantes...
Soy louca por pipoca e guaraná...A
ntártica! A número 1! Tomou? Iuuuuupi!


Propaganda da Pepsi - Roberto Carlos


Neste link podemos ver e/ou fazer o download de uma propaganda da Pepsi que foi veiculada no mundo inteiro, apesar de eu não me lembrar dela no Brasil. Achei este vídeo na internet e acho que ela mostra vários elementos de persuasão em uma propaganda publicitária:
1) O fato da marca ser mundialmente conhecida já é um primeiro e grande passo para facilitar a aceitação da propaganda em qualquer lugar;
2) A locução em off, ou seja, o fato de não haver fala dos personagens, apenas gestos e expressão corporal, não exclui nenhum público, o que ajuda no bom entendimento de qualquer pessoa que fala qualquer língua;
3) A música utilizada de fundo é uma estratégia para reforçar a idéia de que a Pepsi passa uma sensação boa para quem a bebe, já que no momento que o jogador Roberto Carlos pega na Pepsi, o tom da música muda, passando uma sensação de realização e tranqüilidade;
4) O tema escolhido, futebol, é estratégico pelo fato de futebol ser mundialmente conhecido, e a maioria das pessoas se identificam com tal esporte. A participação do jogador Roberto Carlos, mundialmente conhecido principalmente por bater faltas é fundamental para o reconhecimento e identificação do público;
5) No aspecto cultural, a propaganda apresenta fatores da sociedade japonesa que todo mundo conhece, sendo assim crucial para o bom entendimento do clímax da propaganda;
6) As cores dos uniformes são estratégias para reforçar as cores da marca da Pepsi, que são sempre as mesmas para gerar uma identificação do público com o produto.
Bem, estes foram alguns dos aspectos que pude perceber nesta propaganda para reforçar e fixar a marca da Pepsi, sendo assim, persuadindo o seu emissor a comprar o produto. As propagandas publicitárias, em geral, tendem a persuadir seu público. O interessante é conseguir perceber estes elementos dentro de uma campanha, fazendo com que criemos uma opinião crítica sobre tal.
Ahhhh, e neste outro link abaixo podemos ler uma matéria sobre a 35ª edição do Prêmio Colunistas Brasil, onde esta propaganda da Pepsi ganhou o prêmio na categoria Comercial: http://www.facasper.com.br/pp/site/noticias_notas.php?tabela=noticias&id=13

Não é só de humor....

Não é só o humor que chama a atenção das pessoas. Uma prova dessa afirmação é o comercial “Amigo” do Instituto Mário Penna, da RC produzido pela Cara de Cão e Oitava que foi escolhido o Comercial do Ano do Prêmio Voto Popular 2006. O filme utiliza a emoção levando os espectadores a terem uma visão diferente das pessoas que tem câncer. É a história de um menino que insiste diariamente em brincar com um vizinho com câncer e combater a depressão do doente. O único momento em que é possível dar um sorriso, é no fim da propaganda quando enfim ele consegue brincar com o outro garoto. A ausência do humor não interfere em nenhum momento na qualidade da propaganda. A credibilidade do prêmio é destacada pelos jurados, quem vota são os próprios consumidores. É o único prêmio do mundo avaliado exclusivamente pelas pessoas a quem a propaganda é efetivamente dirigida. O que nos mostra que os espectadores ainda visam a qualidade da mensagem transmitida.
O 4° Fórum Social Mundial de Comunicação Social premiou o comercial Cabelos, também da Fundação Mário Penna e também da RC Comunicação, pela categoria Cine/TV. A propaganda foi escolhida como a melhor na categoria por mostrar uma mulher com câncer cuidando de seus cabelos que na verdade não existem. Pela qualidade apresentada nas campanhas da Fundação Mário Penna, podemos crer que ao menos um dos objetivos foi atingido: a de sensibilizar a população para aqueles que tem câncer. Depois de assistir aos filmes, a população com certeza vai olhar para tais pessoas com outros olhos, isso por que a produção foi capaz de juntar a criatividade, a realidade e a emoção em 2 filmes que mereceram o prêmio que ganharam principalmente pela causa a qual se destinam. Os 2 filmes podem ser acessados através do site da RC Comunicação.

Thursday, May 18, 2006

O limite da Persuasão

O público não tem dúvidas . O objetivo principal das propagandas é, de fato, motivá-lo ao consumo de produtos ou serviços oferecidos pelas organizações que as vinculam na mídia. E com tanta criatividade esbanjada pelos publicitários , o processo tradicional de compras passou a significar não somente o suprimento das necessidades básicas, mas também a satisfação dos desejos estimulados pelas tão envolventes campanhas. Este é o maior mérito almejado pelos profissionais da área, que não medem esforços para alcança-lo. Diante disso é interessante questionar: até que ponto se pode utilizar de elementos persuasivos nas propagandas? Qual o limite da ética para envolver o consumidor?
Para responder tais questionamentos é necessário abordar um assunto instantaneamente descartado no trabalho de publicitários sérios e que não transgridem as regras da moral. Para eles, neste caso, o bom senso é proporcionar ao público a opção de escolha, seja na compra de um produto, um serviço, uma filosofia ou um ideal político. Trata-se de utiliza o livre arbítrio também para consumir, o que até então nos parece algo muito evidente, considerando as etapas naturais do processo: “eu quero”, “eu posso”, “eu compro”.
Entretanto existem propagandas persuasivas dotadas de uma arte a mais, a arte da persuasão do inconsciente. A inserção de imagens, ícones ou elementos conotativos não podem ser percebidas pelo consumidor em um nível normal de consciência, portanto não lhe é dada a opção de aceitar ou rejeitar a mensagem, como acontece com as propagandas normais.
Parece loucura, mas não é. Tudo o que se vê ou se ouve passa primeiro pelo cérebro. Este é o grande problema das mensagens subliminares, afinal não se sabe que algo que está sendo visto contém embutido outro tipo de mensagem que irá diretamente para o subconsciente, controlando de forma sutil os nossos desejos.
Assim fica claro os limites da utilização da persuasão para induzir as pessoas ao consumo. O público deve estar ciente das suas vontades e escolhas, mesmo que elas tenham sido estimuladas pela criatividade e inteligência de uma propaganda.
Veja exemplos de propagandas subliminares: http://www.mensagens-subliminares.kit.net/